Sugestões de Pautas

Candidatos ao governo paulista não falam sobre aumento de recursos na educação

Atenção, abrir em uma nova janela. PDFImprimirE-mail

Em seus programas de governo, os candidatos ao governo do Estado de São Paulo não explicaram como aumentarão os investimentos para a educação para cumprir suas propostas. O levantamento foi feito pelo Observatório da Educação com base nas propostas dos seis principais postulantes ao Palácio dos Bandeirantes: Celso Russomano (PP), Geraldo Alckmin (PSDB), Paulo Búfalo (PSOL), Aloizio Mercadante (PT) e Paulo Skaf (PSB). Veja alguns dos principais pontos citados e as ausências nos planos de governo:

 

Progressão continuada

 

Apenas dois candidatos – Celso Russomano e Aloizio Mercadante – se manifestaram sobre o tema. Ambos criticaram o sistema atual, mas com enfoques diferentes. Russomano propõe o fim da progressão e a implantação de uma nova política, que seria formulada pela Secretaria da Educação junto com a comunidade acadêmica. Já Mercadante afirma a necessidade de elaborar novo sistema de avaliação e acompanhamento dos estudantes, com programas de recuperação.

 

Para a pesquisadora Theresa Adrião, da Unicamp, as propostas são sinais de demagogia (leia a entrevista completa com a professora aqui).

 

Ensino Técnico

 

Geraldo Alckmin, Paulo Skaf e Aloizio Mercadante enfatizaram o ensino técnico em seus programas de governo. Os três garantiram que ampliarão as vagas para a área por meio da expansão das ETECs. Alckmin e Skaf fizeram alusão a parcerias com empresas e outras instituições privadas, como o SENAI (Serviço Nacional da Indústria).

 

Educação Infantil

 

Apesar de ser atribuição dos municípios, três candidatos mencionaram políticas para a educação infantil, garantindo a expansão da oferta. Mercadante se compromete a incentivar os municípios para a ampliação progressiva da rede de creches e pré-escolas em horário integral.

 

Paulo Skaf propõe um programa de repasse de recursos aos municípios para o atendimento de toda a demanda. E Paulo Búfalo afirma que as crianças devem ficar na educação infantil até os seis anos.

 

Valorização do profissional da educação

 

Com exceção de Celso Russomano, todos os candidatos prometem valorizar o profissional da educação. Paulo Skaf e Paulo Búfalo propõem um novo plano de carreira e de salários. Mercadante propõe a realização de concursos públicos para a efetivação do maior número possível de professores.

 

Ensino Superior

 

A proposta mais polêmica é a do candidato Paulo Skaf, que propõe a discussão de medidas compensatórias – como o pagamento de mensalidades – nas universidades estaduais. Alckmin e Mercadante se comprometem a expandir a rede de Fatecs em todo o Estado.

 

Educação de jovens e adultos

O único programa que cita o Ensino de Jovens e Adultos é o do candidato Aloizio Mercadante, que garante que as escolas funcionarão à noite, para viabilizar um programa intensivo de EJA.

 

Nenhum dos programas indica como os candidatos pretendem implementar as Diretrizes Nacionais para a Educação nas Prisões, recentemente aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação, e que estabelece a obrigatoriedade da oferta da educação básica em todas as unidades prisionais.

 

E, embora o ensino médio tenha sido tematizado por todos, ainda que  de maneira genérica, nenhum deles propõe o estabelecimento de relações entre as políticas educacionais e de juventude.

 

Controle Social

 

Apenas Aloizio Mercadante faz menção ao tema. Se eleito, ele se compromete a dar atribuições ao Conselho de Escola, que definiria a política para a aplicação dos recursos financeiros recebidos pela escola e acompanharia a execução; ele também pretende modificar o Conselho Estadual de Educação que monitoraria a gestão dos recursos destinados à educação. Também foi o único a se comprometer com a elaboração do Plano Estadual de Educação.

Comentários  

 
0 # Nem Mercadante fala direito sobre Controle SocialCarlos Henrique Tretel 20-08-2010 05:20
Olá, gente do Observatório, bom dia! Se me permitem a observação, nem o Mercadante fala direito sobre controle social. Ao lermos o seu programa de governo no http://www.tse.gov.br/internet/redirecionador/divulgaCand2010.htm não temos detalhamento mínimo de como pretende ele modificar o (ou influenciar na reformulação do) Conselho Estadual de Educação, nem ao menos sobre a forma como imagina ele ser desejável para que esse colegiado se comunique com a sociedade em geral,o que seria, a meu ver, o primeiro e mais importante passo para a sua ressignificação , na sua forma de ser e de estar no mundo. De como seria para ele, Mercadante, de fato, o passo inicial para que esse colegiado exista. Ou o que dizer do www.ceesp.sp.gov.br? Alguém, ainda que pesquisador ou professor, acessa esse site com frequência? Já acessou alguma vez ao menos? Para quê? Não diz ele, o site do CEE, nada com nada mesmo. Literalmente. O que Mercadante acha sobre isso? E o que acha ele, ainda, sobre a forma como se comunica com a sociedade civil a Comissão de Educação da Assembléia Legislativa que, se não me engano, é presidida, ou ao menos já foi presidida muito recentemente, por um membro do Partido dos Trabalhadores? O deputado Simão. E que também não diz, ou disse em passado recente ou não, muita coisa com coisa... Valeria a pena sabermos algo quanto a isso, vocês não acham? Afinal, a comunicação dos conselhos e colegiados em geral com a sociedade é inexistente ou de qualidade muito ruim. Via de regra, inexistente. Um abraço e bom final de semana a todos(as).
Responder | Responder com citação | Citar