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Revista lançada por subsede da Apeoesp dá voz ao professorado paulista

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A revista Cadernos Sudoeste é uma forma criativa de driblar as barreiras à liberdade de expressão do professorado paulista. Criada pelos professores associados à Subsede Sudoeste da Apeoesp - Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, a publicação está em seu segundo número e, de acordo com o professor da rede, coordenador da subsede e editor da publicação, Ítalo Aquino, “é uma voz dissonante” num contexto pautado pela crítica aos profissionais da educação como grandes responsáveis pela falência do ensino público.

“A revista surgiu em julho de 2008, com o objetivo de veicular a produção intelectual, política, cultural, literária e artística dos professores da rede pública estadual, associados à Apeoesp. É um canal de circulação de idéias dos trabalhadores e trabalhadoras”, explica o professor-editor.

Em um cenário em que os professores são proibidos de se manifestar publicamente através de entrevistas a veículos de imprensa, uma iniciativa como esta ganha ainda mais importância. “É uma voz dissonante das outras, que pensam a categoria dos professores como afastada da reflexão. Uma voz que mostra que os professores têm compromisso com o cotidiano escolar e que pensam sobre este cotidiano, que são intelectuais da escola, que pensam a política educacional”, afirma Aquino. “É um contraponto a quem pensa que a culpa pela falência do ensino público é dos professores, porque prova que promovemos uma reflexão”, completa.

Exemplos desta reflexão são os artigos dos dois primeiros números. Um deles discute o programa São Paulo Faz Escola. Outro, fala sobre políticas de inclusão. Há também um texto que debate a proposta de currículo da Secretaria estadual. Para Aquino, os efeitos são muitos. “Mostramos que os professores de história ensinam história e refletem sobre a história do país, do estado. E os professores de educação artística ensinam arte e fazem arte, como a professora que ilustra as páginas da segunda edição. A categoria se sente gratificada, por ver suas produções sendo veiculadas, e os parceiros e pessoas do movimento que têm acesso elogiam a iniciativa e seu conteúdo”, relata.

A revista está no segundo número e o terceiro deve sair no próximo semestre. A meta da subsede é que ela seja quadrimestral. A tiragem é de 3 mil exemplares e a circulação é interna, somente para professores(as). “Estamos avançando mas, por enquanto, a revista tem um caráter experimental e artesanal”, explica Aquino.

** Leia mais sobre a Lei da Mordaça, que impede a liberdade de expressão do funcionalismo público, no blog da campanha Fala Educador, Fala Educadora! - Confira aqui

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