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Senado vota MP que cria programa de fortalecimento do ensino médio na próxima semana

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O Senado Federal deve votar até o dia 4 de agosto a Medida Provisória (MP) 484/2010 do governo federal que permite o repasse de 800 milhões de reais da União para o ensino médio de estados das regiões norte e nordeste e cria o Programa Especial de Fortalecimento do Ensino Médio.

 

Segundo o texto, estes recursos serão transferidos diretamente para os estados que recebem do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) um valor anual por aluno inferior à média das regiões norte e nordeste em 2010. Os outros parâmetros para a distribuição são o Ideb e o número de matrículas na rede pública de cada estado.

 

No documento de justificativa da MP, a chamada exposição de motivos (EMI nº24/2010), assinado pelo Ministério da Fazenda e pelo MEC, o objetivo do Programa é
“superar dificuldades financeiras emergenciais”, causadas pela queda de arrecadação dos estados, em decorrência da crise financeira de 2009.

 

“As transferências da União ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal e receitas próprias desses entes federados se realizaram abaixo das expectativas e das projeções no exercício de 2009, trazendo dificuldades para o cumprimento de seus compromissos financeiros com investimentos, fornecedores, prestadores de serviço e folha de pagamento dos servidores”, diz o texto.

 

O governo federal também justifica a medida afirmando que a queda na arrecadação poderia estagnar a expansão da oferta de vagas para o ensino médio nesses estados, onde há a carência de oferta é maior.

 

Medida necessária

Para o professor Romualdo Portela, especialista em financiamento da educação da Universidade de São Paulo (FE-USP), a iniciativa é positiva, visto que a desigualdade entre os estados ainda é grande. “Diferentemente dos estados mais ricos, que são os do sul e do sudeste, a matrícula ainda está crescendo, tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio. Parece-me uma medida correta”.

 

Questionado se a medida não evidenciaria uma falha da forma de distribuição do Fundeb, Portela concordou. “Na verdade, é um reconhecimento implícito de que os coeficientes de multiplicação do Fundeb [um dos critérios para o repasse do fundo para os estados] ou o seu valor por aluno são insuficientes para atender a demanda. Mas, a curto prazo, [a medida provisória] ainda é uma necessidade, uma medida cabível”.

 

A assessoria de imprensa do MEC disse que não comentaria o assunto antes da sanção da medida provisória.

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Carlos Henrique Tretel  - Comissão Educação do Senado: audiência pública? |2010-07-30 06:53:30
Por falar em Senado Federal, minha gente, acredito ser necessária a reflexão acerca do papel das mídias para o tão sonhado controle social dos assuntos da educação, notadamente quanto a formulação, votação e implantação do novo plano nacional de educação. Neste exato momento, dia 30.07.2010, às 6 horas da manhã, horário em que a maioria das pessoas, logicamente, dormem, a TV Senado, pela parabólica, transmite o que ela mesma denomina como sendo audiência pública. Com a participação de importantes figuras do cenário nacional, como senadores Fátima Cleide, Flávio Arns, Marisa Serrão; secretária Yvelise, presidenta do Consed; candidata à presidência da república Marina Silva, entre outros, quem de fato sabia ao menos que tal transmissão se daria neste momento? Assisto-a por sorte. Levantei-me e, ao dar uma espiadinha pelos diversos canais da TV, deparei-me com a transmissão dessa audiência pública sobre Avaliação de Aprendizagem, Formação de Professores e Alfabetização. Se considerássemos, enquanto sociedade civil organizada, esse evento como realmente importante, acho que ao menos deveria ser ele anunciado com antecedência, ao menos pelos canais de comunicação de que fazem parte os participantes. Se observarmos os sites do Consed, www.consed.org.br, e do Senado, www.senado.org.br, por exemplo, não veremos referência alguma a essa audiência pública... Aonde chegaremos com dinâmica semelhante a essa? O melhor dos horizontes implicaria a divulgação de eventos como esse de hoje com antecedência e com fartura, generosidade, vocês não acham? Quiçá com a colaboração/participação dos canais de TV comerciais. Por que não? Afinal, não fazem quase todas elas parte do Todos pela Educação? Poderiam elas colaborar, então, com a divulgação de eventos tão importantes quanto o que se dá agora? As Tvs públicas então? Mas, sem sombra de dúvida, ao menos os canais de comunicação de que fazem parte os participantes teriam que divulgar, disponibilizando, ainda, depois do evento, o teor das discussões pelos meios disponíveis... Sem dúvida. Se é que algum dia queremos ter mesmo o tão sonhado controle social...

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